Matar Um Elefante 2

Matar Um Elefante

A história começa no momento em que o narrador, um britânico que trabalha como policial na Birmânia, recebe uma chamada para abater um elefante violento. Mesmo assim, decide cumprir com sua tarefa, ainda que a lenta e dolorosa morte do elefante só se intensifica a sua preocupação. Segundo Orwell, “no momento em que o homem branco se transforma em tirano o que destrói é a tua própria liberdade”, pelo que a história poderia ser interpretado como uma metáfora do imperialismo britânico.

ainda que o autor passou enorme parte de sua existência pela Birmânia fazer um cargo parecido ao do narrador, não está claro até que ponto o seu relato é autobiográfico. O narrador protagonista é um oficial de polícia Mawlamyaing durante um momento de acentuado sentimento antieuropeo. Apesar de simpatizar com os birmaneses, tua posição como autoridade oficial torna-se um símbolo da opressão britânica, pelo que está sujeito a constantes assédios e provocações por porção dos habitantes do lugar.

Depois de ganhar um telefonema que o informa a respeito do ataque de um elefante, o narrador, armado com um rifle Winchester 44 do e fabricado em um pônei, dirige-se pra onde tinha sido visto o animal. Ao entrar numa das áreas mais pobres, começa a ouvir versões contraditórias e se coloca abandonar o recinto, pensando que poderia se cuidar de uma brincadeira.

Embora não deseja matá-lo agora que parece estar equilibrado, se sente ameaçado pela multidão. Após indagar sobre o comportamento do animal, na tentativa de adiar o momento, ele atira algumas vezes hiriéndolo todavia sem conquistar matá-lo. Em seguida, afasta-se do elefante incapaz de continuar vendo-o sofrer e, mais tarde, localiza que havia sido despellejado até os ossos em charada de horas. A grã-Bretanha levou sessenta e dois anos (1823-1886) em conquistar a Birmânia (atual Myanmar), tempo no qual ocorreram três lutas anglo-birmanesas.

Quando se mudou pra Mawlamyaing, em 1926, Orwell “por ventura tinha sentimentos incoerentes com ligação ao estado colonial do qual fazia fração. 223 Nos seus escritos, conta como se sentia confinado dentro de teu respectivo rancor contra o Império e o ressentimento dos birmaneses para ele. Como representante do poder, não lhe resta mais medicamento que fazer o que os “nativos” esperam dele: “Ele coloca uma máscara e seu rosto acabou por acomodar-se a ela”. A grã-Bretanha colonial: “fiz-Me à idéia de que o imperialismo é qualquer coisa perverso… Apoiava-se cegamente ao público birmanês e era contra os seus opressores, os britânicos”.

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O narrador se apresenta conta de que o conquistador não tem o controle, porém que é, sim, o desejo do público que guia suas ações. Como líder, entende que é teu dever parecer decidido, de modo que tuas expressões sejam indiscutíveis. Percebi naquele instante que, no momento em que o homem branco se transforma em tirano o que destrói é a tua própria independência. Torna-Se uma espécie de marionete falsa e vazia, como a figura estereotipada de um sahib.

É uma situação indispensável de seu mandato passar sua existência tentando impressionar os nativos, e em vista disso em cada instabilidade precisa fazer o que eles esperam dele. Se esconde atrás de uma máscara, fingindo ser uma pessoa que na realidade não é. Tinha que matar o elefante, igualmente havia me comprometido a fazer quando pedi que me trouxessem o rifle.

Um sahib necessita agir como tal: necessita assistir decidido, compreender-se a si mesmo e tomar decisões. Ter percorrido todo esse caminho, rifle pela mão, com duas 1 mil pessoas marchando atrás de mim, e depois me tirar, sem mais, sem ter feito nada… não, isso não era possível. A multidão se reiría de mim, e toda a minha vida, como a existência de todo o homem branco no Oriente, era uma longa batalha pra evitá-lo.

Ao conferir as leis britânicas, está renunciando à tua autonomia, ao mesmo tempo que oprime os birmaneses. O papel do narrador durante o ensaio é pouco expressivo. Conta como, apesar de pertencer à categoria dominante, se sente descartado ou odiado pela maioria do público birmanês. Em contraste com a tua descrição dos nativos como “menores animais”, o narrador qualifica o elefante como uma “grande besta”, insinuando que ele tem maior apreço do que a eles.

entretanto, isto é de correto modo paradoxal, já que o respectivo trabalho do narrador é degradante e o obriga a ver de perto “de perto a suja trabalho do Império”. Ele anuncia que os “sacerdotes budistas”, sinônimo de paz e de boa desejo, são os “piores de todos” e declara que “com gosto cessar com uma baioneta as entranhas de um deles”. Apesar de tua aparente aversão, trai tuas raízes, ao confirmar que está “totalmente em prol do povo birmanês e contra os seus opressores”. Após matar o elefante, o narrador reflete a respeito do alívio que sentiu ao saber que o animal havia matado o “culí”, por causa de isso lhe proporcionava um absoluto respaldo bacana.

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