"Interpretar Um Personagem Como Medeia Produz Vertigem E Angústia" 2

“Interpretar Um Personagem Como Medeia Produz Vertigem E Angústia”

O novo estímulo de Ana Belén é denominado como Medeia. A atriz enfrentou pela primeira vez a cruel feiticeira da mitologia grega, a respeito da qual escreveram Eurípides ou Sêneca, no passado festival de Mérida. Agora chega ao Teatro Português -um caso principlamente significativo para ela, e onde estará, de dezoito de dezembro a 10 de janeiro de 2016-, depois de uma turnê que, diz, animado, “funcionou super bem”.

O público apresenta como comédia, tragédia;o que pretende é particularidade. “Não há dúvida trabalhos bem feitos, importantes e que lhe sejam próximos ao público. E acredito nas funções inteligentes, sejam comédia de vaudeville, tragédia, melodrama”, diz. Este tipo de obras, fala-nos das paixões humanas, e isso não morre.

Esta função, particularmente, fala-nos de um acontecimento definitivamente trágico e tremendo, e é que uma mãe mate seus próprios filhos. E, por este século XXI, e neste local, no Brasil, estamos vivendo essa tragédia. Eu, no momento em que leio uma notícia como esta, tenho a necessidade de saber dados pra tentar compreendê-lo; nunca justificá-lo perante nenhum conceito.

Queremos saber por que. Mas isso é o que nunca saberemos. Podem-Se fazer conjecturas, no entanto nunca chegaremos a saber o que há dentro da alma e da mente destas pessoas. Os atores trabalhamos com emoções. Mas está tudo dentro de si mesmo, e me refiro ao ser humano.

Os atores buscamos em tudo o que está dentro para apreender e solucionar dúvidas. Não necessita ser mãe pra considerá-lo uma barbaridade. Há algo muito significativo nessa versão, que leva a compreender a Medeia e a dominar o teu desenvolvimento: Vicente Molina Foix conta como Medeia conhece a Jasão.

Como ela, por sua vez, se vê traído por um personagem formado por ela mesma. Vai-Nos dando orientações e nos revela as razões que o levam a matar seus filhos; e nesta época, as moças eram a razão de ser de uma mulher. Ser mãe significava comprovar-se como mulher. Mas a luz da achei essa Medea, que lembra toda a sua existência em Cólquide, como uma virgem destacada aos deuses.

, E o faz para tentar compreender a tua vida no presente. Há qualquer coisa nela muito compreensível, que é o vasto, profundo, imenso, sufocando o carinho que sente por Jasão. Acho que é algo comum a cada um dos atores. Nosso serviço se nutre de checar e de fazer perguntas sobre isso seu protagonista e sobre os que o rodeiam.

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E estas dúvidas são para perceber. Esta profissão nos fornece a promessa de entrar na cabeça e no corpo humano de personagens muito diferentes, e isto é muito enriquecedor. Não apenas da minha profissão, que, evidentemente, o fiz no decorrer da minha carreira, todavia também a respeito as relações humanas. Há algumas maneiras de interpretar um ser humano, e há milhares de incógnitas e de questões.

nessa profissão há que pesquisar e pesquisar, e a mim me deu a hipótese de dominar muito, sim. Para mim as coisas que me custam muito, não sou uma atriz que chega e tem as coisas claras de teu personagem desde o início. Eu duvido muito, eu preciso saber que a pessoa que me está a dirigir o entende tudo, por causa de eu não sei de nada. E mesmo sem demora, depois de todas as representações que temos, verdadeiramente, não sei nem ao menos a metade das coisas de Medeia. E eu entendo que irei dirigir-se aprendendo à capacidade que irá interpretar cada dia. Mas eu sou uma atriz lançada.

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